Mesmo depois de ter lido "On the Road", do grande Jack Kerouac, e depois de ter começado As Portas da Percepção, do mestre Aldous Huxley, o pássaro azul que vive em mim não resolveu acordar... e ainda não bica meu coração para que eu o deixe sair.
Reza a lenda que depois de ler o primeiro - e eu ousaria dizer único - best seller do Kerouac, Bob Dylan resolveu largar a vida que levava pra se tornar, não menos, um dos maiores músicos de todos os tempos.
O mesmo aconteceu com o Rei Lagarto de cabelos encaracolados, que depois de abrir as portas da percepção, inspirado pelo clássico de Huxley, montou uma das mais influentes bandas da história.
Trago comigo um grande acervo de palavras, que por mais influentes que sejam na vida de qualquer jovem em busca de uma iluminação, ainda não surtiram o efeito que eu esperava em mim.
Rimbaud e Baudelaire, Salinger e Burgess, Thompson e Bukowski têm grande participação nessas minhas poucas primaveras, mas ainda falta algo que me faça colocar o pé na estrada.
Talvez as minhas portas da percepção não estejam completamente abertas... ou talvez eu ainda não esteja preparada pra ver as coisas como realmente são.
"If the doors of perception were cleansed, everything would appear to man as it is, infinite."
William Blake
1779
l.u.v.
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